Estive vendo um vídeo em que há fortes críticas ao exercício do Psicodrama feitas em tom irônico. Ao terminar de vê-lo, o primeiro sentimento foi algo irritado ou raivoso. "Estão mexendo com meu "precioso"". Mas, a seguir parei para refletir. O que poderíamos aproveitar do que foi dito? Como transformar merda em adubo?. A primeira questão é: "Estamos, enquanto Psicodramatistas, prontos para fundamentar o que fazemos?". A outra seria, quanto do que fazemos já não se tornou uma conserva psicodramática? Esse termo designa em psicodramatês aquelas produções humanas que são repetidas e repetidas já havendo perdido o sentido ou sendo feitas apenas "porque é assim". Ou seja, algo estático no tempo sem ser vivificado pela experiência e reflexão. A sequencia psicodramática é realizada dissociada do olhar sobre o grupo. Outra ainda seria a banalização das vivências. Essas são programadas, não extraem seu resultado diretamente da experiência psicodramática. Mas são atos programados, pensados, desenhados, com início, meio e fim. Marcia Karpp diz em uma de suas entrevistas a Sérgio Guimarães que Moreno falava: "Throw away the script" Jogue fora o roteiro). Zerka Moreno em outra entrevista a Sérgio refere-se a essa necessidade da construção psicodramática ser fruto da experiência grupal imediata. Quantas vezes o ato psicodramático é transformado em jogos apenas, sem nem serem jogos psicodramáticos, em que o jogo é aquecimento para o desenrolar. Ou seja, colocando-se no palco dois personagens, um psicodramatista e um crítico do Psicodrama como seria esse ato psicodramático? seria a cadeira vazia dos tempos de hoje. Como tornar nosso conhecimento e ação lastreados suficientemente para nos dar maneiras de responder às críticas, sem usar argumentos ad hominem? Quanto a carapuça nos cabe?
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Tom, obrigada. Você sempre atento e nos alertando
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