"Eu….
eu…. Nem eu mesmo sei, nesse momento... eu... enfim, sei quem eu
era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me
transformei várias vezes desde então." Esse é outro trecho de Alice no País das Maravilhas. E esse trecho me lembra umas das essências do Psicodrama, do Sociodrama, do Teatro Espontâneo, da Socionomia, enfim. O senso comum atribui à fixidez, à imobilidade, à constância, um valor mais do que significativo. Como se ser sempre a mesma pessoa fosse o objetivo a ser desejado. E atribui à metamorfose, à mudança, a alteração, ao deixar de ser, um valor negativo, algo a ser execrado. E à Teoria Socionômica tem valor fundante as ideias de poder ver e fazer de outra forma, flexibilidade, possibilidade de fazer o contrário. Do acordar ao dormir, da realidade da vigília à realidade do sonho, nos transformamos várias vezes. Alice tem razão.
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