Por que o sapato de cristal da Cinderela não desaparece à meia noite? Tudo o mais volta ao que era. O outro sapato, a carruagem, o vestido, os cavalos. Tudo. Mas o sapatinho de cristal unicamente permanece. Algo do reino da fantasia invade o reino do real. Não somente invade, mas é o que permite o encontro final. Ir ao mundo da fantasia, deixar-se conduzir pela imaginação. E, ao voltar, trazer consigo o fator transformador, o sapatinho de cristal do conto de fadas. Se isto não é uma bela alegoria do potencial transformador do Psicodrama e Teatro Espontâneo...
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