Várias turmas de psicologia me procuram para fazerem trabalhos sobre o Psicodrama. Inicialmente desejam que responda a questionários ou uma entrevista. Muitas vezes me pedem que sugira "alguma dinâmica ou técnica" do Psicodrama para fazerem na sala de aula. Retruco que no Psicodrama, seu método e até suas palavras são desconhecidas. Imaginem os conceitos. Os outros métodos psicoterápicos, mesmo que as pessoas desconheçam seus conceitos, as meras palavras são conhecidas. Não há estranheza numa mesa ou painel. Psicodrama, provavelmente, num painel com cerca de 20 minutos para apresentá-lo, soaria estranho, confuso, mágico ou falso. Então, sempre proponho às equipes ou turmas que experimentem uma sessão de Psicodrama. Em geral, a curiosidade estudantil faz com que aproveitem a oportunidade de vivenciar, efetivamente, uma ação psicodramática. Uma ou outra vez me surpreendo com a indisponibilidade para experimentar. Por que fazer algo presencialmente, por que não responder apenas o questionário? O que realmente me surpreende é a falta de curiosidade, a aparente burocratização de, meramente, responder a uma demanda de sala de aula. A curiosidade é virtude indispensável para a mente científica. Sua falta traduz-se por preconceito, credulidade, passividade intelectual, enfim, contínua aceitação sem questionamento.
sábado, 25 de outubro de 2025
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