sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Psicodrama público.

 Há algum tempo as atividades psicodramáticas públicas foram tomando uma feição de vivências. Pelo que vejo, são temas definidos previamente, colocados em convite, trabalhados com ferramentas psicodramáticas. Não me refiro a resultados. Nem a habilidade de direção. Minha questão é a falta, quase completa, da ideia original (e potente, ainda) Moreniana do Psicodrama feito para uma plateia, não para atividades de cunho terapêutico explícito. No Psicodrama Publico, trata-se de um agrupamento de pessoas que se reuniram. Como em qualquer sessão psicodramática, o aquecimento (etapa de grupalização) é que vai desenvolvendo aquilo que será o tema grupal, que se constrói naquela sessão. Aí vai-se delineando o Protagonista. Protagonista é o que encarna o tema protagônico daquela sessão. Só assim ele é protagonista. Mas, para isto tudo, há que se manter em mente que o tema será do grupo, construído, gerado, pelo grupo, naquela janela temporal. O tema daquele grupo, naquele dia, naquele local, naquele espaço-tempo. Quando a psicodramatização do protagonista acontece aquele grupo se vê naquela história. É uma cena individual do protagonista, mas feita dos tijolos do grupo. As vivências trabalham o tema proposto com ferramentas psicodramáticas. Somente.

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Experimentar e refletir.  Este blog é um espaço para mostrar ideias sobre o psicodrama, sobre o teatro espontâneo.  Há mais de trinta anos...