Há algum tempo as atividades psicodramáticas públicas foram tomando uma feição de vivências. Pelo que vejo, são temas definidos previamente, colocados em convite, trabalhados com ferramentas psicodramáticas. Não me refiro a resultados. Nem a habilidade de direção. Minha questão é a falta, quase completa, da ideia original (e potente, ainda) Moreniana do Psicodrama feito para uma plateia, não para atividades de cunho terapêutico explícito. No Psicodrama Publico, trata-se de um agrupamento de pessoas que se reuniram. Como em qualquer sessão psicodramática, o aquecimento (etapa de grupalização) é que vai desenvolvendo aquilo que será o tema grupal, que se constrói naquela sessão. Aí vai-se delineando o Protagonista. Protagonista é o que encarna o tema protagônico daquela sessão. Só assim ele é protagonista. Mas, para isto tudo, há que se manter em mente que o tema será do grupo, construído, gerado, pelo grupo, naquela janela temporal. O tema daquele grupo, naquele dia, naquele local, naquele espaço-tempo. Quando a psicodramatização do protagonista acontece aquele grupo se vê naquela história. É uma cena individual do protagonista, mas feita dos tijolos do grupo. As vivências trabalham o tema proposto com ferramentas psicodramáticas. Somente.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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