domingo, 28 de julho de 2019

Sanidade - proporcionalidade - adequação

Conversando, um dia, com uma paciente, digo-lhe, entre brincando e falando sério, que só quem quer ser normal é quem já foi a psiquiatra. As outras pessoas são o que são, nunca se avaliam se estariam sendo normais ou não. Só que já pôs os pés em um consultório psiquiátrico cria esse parâmetro inexistente que é ser 100 % "normal' em 100 % das situações. E aí ela me perguntou: o que é ou seria  estar sadio? Disse-lhe, sem pensar, mas com convicção: Sanidade é proporcionalidade. No mesmo instante, pensei comigo: é a isto que Moreno dizia ser adequação, resposta adequada. Não é conformação, mas, sim, proporcionalidade. A resposta adequada, proporcionalmente, à cena proposta pelo estímulo.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Hércules?

Uma vez, há muito tempo, ouvi em um painel um psicodramista dizer esta frase: "Dirigir um grupo é uma tarefa hercúlea!". Estava nos passos iniciais do Psicodrama e isto me chocou. Hercúleo remete à Hércules, aos Doze trabalhos de Hércules. Será a direção psicodramática o Décimo Terceiro trabalho de Hércules? Como estava nos meus começos do papel de Psicodramatista não tinha clareza para entender o meu incômodo. Com o tempo, participando de grupos dirigidos por pessoas diferentes, em múltiplos lugares, fui clareando meu antigo e ainda presente incômodo. Realmente. Há Diretores Psicodramáticos que fazem da Direção uma tarefa pesada, difícil, hercúlea mesmo. E há outros diretores em que no seu dirigir sentimos e vemos fluidez, leveza, delicadeza. Nada hercúleo. Talvez afrodítico (terrível, eu sei!). E o que faz essa diferença? Não é a formação em A ou B, não é a influência de Bermudez ou Moreno. Após mais de trinta anos nesse palco psicodramático penso que achei uma luz. Os diretores que transformam o ato de dirigir um grupo em uma tarefa pesada, hercúlea, literalmente consideram que o grupo depende deles, eles carregam o grupo em suas costas. Pesado, hercúleo, duro. Os diretores que compreendem ser a direção de um grupo algo que não inclui carregá-lo, mas compartilhar, direcionar, consultar, perceber-se num papel diferenciado de membro do grupo ao tempo em que é diretor. Esses diretores transmitem uma leveza, uma fluidez e delicadeza que não é de Hércules, mas de Baco ou Afrodite.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Pressa e rapidez

Um dia,  conversando com uma amiga em um bar em São Paulo, ela, brincando, fala da neta que diz: "A pressa é inimiga da rapidez". Quase caio da cadeira (embora já existisse varias bolachas de chopp ali). Realmente. Pela boca de uma criança saia uma assertiva profunda. O que é pressa? A que responde a pressa? Pressa é tentar se livrar de uma tarefa, pressa é sentir-se atrasado para algo, pressa é não poder atrasar, pressa é resposta à ansiedade. E o que é rapidez? É resultado do domínio de uma técnica ou de um método que faz com que alguém realize algo com eficácia e eficiência. É o resultado de se conhecer os caminhos ou os modos de andar. Rapidez tem a ver com precisão. Pressa é, geralmente, ineficaz e ineficiente. Há um ditado popular que diz: " o apressado come cru". A sabedoria popular tem razão. O apressado não dá o tempo de cozimento necessário e obtém um prato mal feito. Transpondo para a direção psicodramática a pressa no aquecimento, a pressa na busca da cena protagônica, a pressa na busca do protagonista, a pressa em fazer dar certo, leva o apressado a obter cenas cruas, dramatizações cruas, nada saborosos e, principalmente, indigestos.

terça-feira, 2 de julho de 2019

E quando?

E quando os olhares não mais convergem, não mais se olham, não mais se veem? E quando os atores estão em peças diferentes embora no mesmo palco? E quando os atores já não servem de escada um para o outro? E quando atuar transforma-se em um contínuo suportar, apenas suportar? E quando the show must go on? Isto seria um relacionamento qualquer em sua fase ou momento difícil, sob o olhar do Psicodrama.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Umberto Eco, again

Li há algum tempo, uma crônica de Umberto Eco em que ele fazia uma inteligente observação sobre o ato de reconhecimento. Reconhecer e ser reconhecido, dizia ele, era, até bem pouco tempo, algo referente a uma atitude, uma ação, um gesto feito por alguém que o notabilizava diante dos outros. Um descobrimento, uma invenção, uma posição política. E aí ele faz sua pequena e aguda observação. Ser reconhecido, hoje em dia, é literalmente ter seu rosto reconhecido, ter sua fisionomia reconhecida, pela recordação de alguma mídia em que haja saído sua imagem. Não mais se trata de reconhecer algum nível de grandeza humana no outro. Mas, sim, simplesmente, reconhecer um rosto já mostrado. É a própria sociedade do espetáculo em ação. Um rosto na mídia vale mais que um feito, uma realização importante. A imagem suplanta o conteúdo. 

sábado, 15 de junho de 2019

Soneto e Psicodrama

Soneto
Chico Buarque

Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo

Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio


Chico é sempre Chico. Mas, ao lado de ser um Poeta, há o que pode ser lido nas entrelinhas de seu poema/letra. Em Psicodrama/TeatroEspontâneo, a ideia central é permitir ao protagonista um novo olhar. Isso porque o olhar cristalizado, o olhar conservado, o olhar petrificado, para nós, Psicodramistas, é  o núcleo dos problemas existenciais. Mas, psicoterapia não é salvação a todo custo. "Vou lhe salvar quer queira ou não". O poema/letra de Chico mostra que o risco e o medo de mudar, muitas e muitas vezes,impede a própria mudança. Nesse caso, o Psicodrama/Teatro Espontâneo permite que a mudança de vida ou de atitude seja realmente experimentada na realidade suplementar do palco psicodramático. E sem desafiar o medo/temor do protagonista. Mas dando a ele a segurança e a continência do como se Psicodramático.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Dia dos Namorados/Enamorados

Para nós Psicodramistas as relações se estabelecem entre papéis. Ou seja, não existe um eu sozinho, o eu é sempre relacional. E, em cada relação mediada por papéis há sempre instantes de tomada (aprendizado) do papel, desenvolvimento desse papel e criação sobre ele. Isto continuamente num loop existencial. Cada papel constitui seu papel complementar. E essa relação pode se construir de forma simétrica ou assimétrica. O nosso grande mestre Dalmiro Bustos, num grande saque, diz que papeis assimétricos são nomeados diferentemente e papeis simétricos são nomeados com uma mesma palavra, no plural. Assim, professor/aluno, marido /mulher, pais/filhos, terapeuta/paciente são vínculos assimétricos. Amigos, namorados, inimigos, irmãos são vínculos simétricos. Então, em vínculos simétricos os dois papeis se complementam de forma paritária. assim namorados é um vínculo simétrico caracterizado pelo enamoramento. Essa condição de enamorado/enamorada é o que dá a esse vínculo a nomeação de namorados. Portanto, no dia dos namorados estaremos celebrando a condição de enamoramento, estar enamorado, estar em amor. 

sábado, 1 de junho de 2019

Arte e/ou técnica

Desde cedo quando descobri que, em Grego, a palavra techné é arte, fica flutuando pelo meu espírito uma dúvida que nunca soube muito bem qual era. Sentia que havia algo, mas não estava claro o que. Passei a pensar e refletir.
Os gregos chamavam de techné àquilo feito com habilidade e destreza. Heródoto definia como: saber fazer de forma eficaz. Ars, já para os latinos, conserva a mesma acepção, com outra palavra. Na Idade Média, Ars Mechanica começou a corresponder ao que hoje chamamos de técnica. E aí começa uma divisão entre o técnico e o artístico. Ao primeiro termo é dada uma conotação de precisão e seriedade que parece faltar, no senso comum, ao artístico. Ser técnico é ser preciso, exato, científico. Sério, portanto. Ser artístico é ser sonhador, pouco racional, impreciso. Não sério. Um filho técnico faz o pai confiar no seu futuro. Um filho artista é uma preocupação constante. Entretanto, ao vermos ou lermos a descrição de um matemático da demonstração de um teorema, percebemos que há um sentido estético na apreciação. Uma bailarina é precisa, hábil. Há destreza em seu passo. Os longos anos de preparação de uma bailarina, suas dores, falam de técnica, precisão, exatidão. O exercício é Técnica. E Arte. E como Arte inclui a estética. O gesto preciso e econômico. Como o Artesão. O Artista sabe. E sabe fazer de forma eficaz. O Artista é exato. Chico Buarque diz da saudade: é o revés do parto. Econômico, preciso. Tal como E=mc2. Esta fórmula é bela. Chico é exato. Sempre o bem-feito traduz-se em sensação estética. Podemos estar em sala de psicoterapia, numa prancheta, em um papel escrito, um campo de futebol, uma tela, um barro ou mármore. Tanto a nossa Arte quanto a nossa Técnica confluem-se no bem-feito. Não nos esqueçamos que Poesia, também em Grego, provém do verbo Poesis com significado de fazer, fabricar. Arte ou Técnica? Arte/Técnica: exatidão e estética, rigor e espontaneidade, precisão e leveza.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Teatro Espontâneo

“A agulha do Real nas mãos da fantasia”
                                                   A linha e o linho, Gilberto Gil
Como já foi dito, o Psicodrama que fazemos hoje não é o Psicodrama que Moreno fazia. Assim também podemos falar do que convencionamos chamar Teatro Espontâneo. Moreno denominava, e assim intitulou seu livro, Teatro da Espontaneidade. Nós usamos a expressão Teatro Espontâneo. Trata-se da mesma coisa? Estamos falando de mera troca de uma locução adjetiva, da espontaneidade, pelo adjetivo correspondente, espontâneo? Não, penso que não. E é disto que tratarei a seguir.
Como as palavras são envoltórios dos conceitos, o que propomos aqui é a discussão dos conceitos embutidos nas duas situações. Lendo o livro de Moreno, percebemos que sua intenção primeira era de valorizar e sedimentar o conceito de Espontaneidade. Era o centro de sua atenção, de seu universo particular. Era a sua ferramenta para se contrapor ao conservado, petrificado, tradicional. Ao teatro morto e congelado se contrapunha a experiência espontânea. Era a sua lança diante do moinho de vento do teatro tradicional. Assim DA ESPONTANEIDADE refere-se a um substantivo, a um algo que precisa ser exibido, desenvolvido, cultivado. Todo o esforço da trupe e de Moreno era exibir diante de uma plateia descrente e atônita, um algo novo, revolucionário: a Espontaneidade. Fazendo uma dublagem (duplo) de um possível frequentador, digo: ”Puxa, não é que existe mesmo esta Espontaneidade que Moreno fala? Eu a vi no palco”. Também posso fazer outra dublagem (duplo): “por mais que eles se esforçassem não vi a Espontaneidade apregoada, vi uma bagunça completa". Como poderia ser a dublagem de um ator qualquer da trupe: “Hoje a Espontaneidade estava no palco, vi no rosto das pessoas sua surpresa". Ou então: “Tentamos de tudo, mas não deu". E Moreno, qual seria seu duplo? “Eu sabia que era possível mostrar do que a Espontaneidade é capaz!”. Ou: “Vou ter que inventar mais um jeito para esfregar na cara das pessoas que isto existe!”. Como toda dublagem, ela poderia ou não ser validada pelas pessoas, mas, para efeito de discussão consideremos que houve esta validação. A Espontaneidade era a atriz principal de seu Teatro. Todos os olhos voltados, benévola ou malevolamente, para ela. O Teatro da Espontaneidade existia e existiu, para justificar uma ideia de Moreno. Foi necessário, foi imprescindível. No contexto da época, estimular a existência da Espontaneidade era navegar contra uma corrente que via a liberdade e espontaneidade como geradoras de caos, de caos destrutivo. A década de 20 do século XX ainda era século XIX: sua estética, sua ética, sua moral era de um século XIX estendido. Moreno e Freud, trouxeram, a seu tempo, dois demônios a serem exorcizados, o sexo e a espontaneidade.

Mas, tempus fugit. O tempo passa. Ao longo do tempo, o substantivo Espontaneidade foi sendo substituída por um adjetivo, uma qualificação. Gradualmente, já não se perseguia a espontaneidade como um fim e sim um agir espontâneo, um criar espontâneo, um viver espontâneo. Uma CREAÇÃO. Em que o objetivo está no processo, no status nascendi. O Teatro Espontâneo é a criação em status nascendi. Seu objetivo, sua meta, sua realização é o próprio fazer, o construir. “mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador”. O ritmo, a estética são balizadores do fazer harmônico daquele grupo. No Teatro Espontâneo matricial, em que do próprio grupo emergem as histórias, o protagonista, os egos auxiliares, cada grupo ou cada agrupamento tornado grupo pelo aquecimento, tem caminhos diferentes, constrói-se diferente e tem o seu fim possível. Cada grupo obtém o que ele pode obter daquele e naquele MOMENTO (Kairós). A dublagem (duplo) possível de um membro do grupo: “Gostei de sentir que podemos fazer coisas juntos, a partir do nada”. Ou então: “Achei uma história boba, parecendo grupo amador”. O condutor do grupo: “Tinha instantes que não sabia o que fazer ou por onde ir, mas sempre confio no grupo e aonde ele me leva”. Embora trabalhoso, arriscado, demandando uma direção cuidadosa, o TE no formato matricial, sem trupe específica, possibilita ao grupo não só contar e ouvir histórias, mas, e principalmente, fazendo-se de ator e dramaturgo, construir um algo evanescente, produção possível do grupo, fotografia daquele instante vivencial, atravessado pelo social e pelo histórico, que dura o que o grupo durar, mas permanece como experiência indelével. A meta é o caminho.

sábado, 18 de maio de 2019

18 de maio de 1974

Há 45 anos morria. Moreno. Jacob Levy Moreno.Criador do método Socionômico, do Psicodrama, do Sociodrama, Teatro Espontâneo.Mas não é sua morte que deve ser lembrada, apenas. Mas os fundamentos filosóficos que sustentam seu método Socionômico. O ser humano é um ser em relação. A Criatividade-Espontaneidade são as raízes do desenvolvimento humano. Ver o mundo com o olhar do outro ao tempo que o outro vê o mundo com o nosso olhar. A chance de outro começo, outro olhar, a segunda vez pode libertar a primeira vez que ficou cristalizada no tempo, confiança no grupo, confiança.
"Aqui jaz aquele que trouxe alegria à psiquiatria." Este é o seu epitáfio.
E este é o seu eterno convite:
CONVITE AO ENCONTRO  
Mais importante do que a ciência é o seu resultado,
Uma resposta provoca uma centena de perguntas.
Mais importante do que a poesia é o seu resultado,
Um poema invoca uma centena de atos heróicos.
Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado,
O resultado é dor e culpa.
Mais importante do que a procriação é a criança,
Mais importante do que a evolução da criança é a evolução do criador.
Em lugar de passos imperativos, o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus,
E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus olhos;
Então te verei com os teus olhos
E tu me verás com os meus olhos.
Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeias;
O lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.
(Jacob L. Moreno)  

domingo, 12 de maio de 2019

Dia do Papel de Mãe

Hoje é Dia das Mães. Ou o Dia do Papel de Mãe. Pensando em termos psicodramáticos (socionômicos) o papel de mãe surge da relação com pessoas em que há os atributos de continência, aceitação, limite, disciplina, incondicionalidade do afeto e, sobretudo, magia de fazer da imaginação uma ferramenta de cura e resolução de problemas. É uma relação assimétrica entre os papéis - o de filho e o de mãe. Acolhimento de um lado do papel e necessidade no outro lado dessa relação. Mas nesse papel materno cabem atores mães biológicas, mulheres, homens, amigos, amantes, profissionais  de qualquer área. A  função de acolhimento versus necessidade é a fundadora do papel de psicoterapeuta, por exemplo. Pais podem e devem ser mães. E é função do papel materno. Hoje é dia do papel materno, dia da mãe que cada um pode ser na sua relação com o outro.

sábado, 11 de maio de 2019

Para que um título?

Fui convidado para uma atividade aberta na ABPS de São Paulo. E aí me foi pedido um título para o trabalho. E aí mais uma vez me deparo com algo que me deixa pensativo. Para que serve um título para um trabalho qualquer? Serve, penso, para que quem o leia já inicie seu aquecimento para a atividade, muitas coisas começam a passar pelo leitor. Favoráveis ou não. Mas todas servem para um aquecimento ainda no tempo da leitura do título. Assim, desse ponto de vista, um título é o início de um aquecimento. Bem feito ou mal feito. Então o título deve conter elementos instigadores ou inusitados ou surpreendentes ou estranhos. O que for. Mas sempre não banais nem repetitivos. Então, o título para a plateia, para o leitor, para o curioso, é sempre um aquecimento ou desaquecimento. Mas, há outro angulo que me deixa pensativo. O título para o condutor de Psicodrama/Teatro Espontâneo pode ser um enorme limitador da criatividade. Obrigar-se (eu escrevi obrigar-se!) a seguir um título planejado que corresponde a uma expectativa, a um plano, pode desconsiderar gravemente o movimento grupal, aquilo que se inicia e se desenvolve quando o grupo está se construindo. Quando uma atividade psicodramática se inicia algo novo se constrói.
"Todo começo é involuntário". Fernando Pessoa

quarta-feira, 1 de maio de 2019

E se....

E se... . Eu não devia. Eu devia. Não, eu quero. 
Eita expressões problemáticas! Cada uma delas,  se for perguntado ao protagonista que as expressa, qual o cenário, a paisagem mental, a imagem, a cena correspondente veremos quantos universos simultâneos acontecem em nós. E traduzindo em cenas efetivas, atualizando no palco essas paisagens mentais, trazendo ao concreto da cena o que está subjetivado, teremos a realização do Psicodrama, do Teatro Espontâneo.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

3D

Regra geral não percebemos que ao falarmos, além das palavras há outras comunicações sendo produzidas e recebidas. Essas outras formas de comunicação são analógicas: a entonação da voz, a forma de pronuncia-las (prosódia), os gestos, a mímica facial, a pantomima corporal. Quando todas essas formas de comunicação são harmónicas a sensação transmitida é de credibilidade.Ainda assim, a leitura da comunicação digital, a (palavra), e da comunicação analógica (corporal) é do outro, daquele a quem se destina a mensagem. Resultado de toda essa complexa relação: grande possibilidade de confusão (con+fusão = fusão conjunta). Aí entra o Psicodrama, ao Sociodrama, o Teatro Espontâneo. O método socionômico torna-se diferenciado pela tridimensionalidade que o palco, a cena proporciona. Nela e nele pode-se observar todas as formas de comunicação e interação relacional em ação. Isto faz diferença.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Notre Dame

Uma cultura, uma estética de vida, um passado, uma raiz,um sonho, uma meta,um lugar. Nosso mundo está morrendo. Morrendo em seus valores, em seus ideais, em seus marcos balizadores. A Arte está presa ou destruída. O tempo, nosso tempo, nosso tempo Kairós,nosso tempo vivenciado, nosso Momento Moreniano se finda,restando o monótono tic tac do tempo cronológico e utilitário, raso e de horizonte curto. Notre Dame .

Postagem em destaque

E assim é.

Experimentar e refletir.  Este blog é um espaço para mostrar ideias sobre o psicodrama, sobre o teatro espontâneo.  Há mais de trinta anos...